Dignidade de Deus

Dignidade de Deus

“Nosso Senhor e nosso Deus, tu és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque tu criaste todas as coisas e, por tua vontade, elas existiram e foram criadas.”
Apocalipse 4:11

João como um apóstolo, profeta e vidente, ao ouvir a voz daquele que é digno, o qual o convidava a ver, obedeceu, olhou e viu. No capítulo 4 de Apocalipse, João descreve a dinâmica ao redor do trono. Como um artista, suas palavras pintam para nós a visualização do ambiente da presença.
Nesse ambiente harmônico-caótico, milhares e milhares de criaturas, seres celestiais através de sons e expressões, com tudo que são, respondem a Deus. Gosto de chamar de caótico e harmônico, pois uma infinidade de ações acontece ao mesmo tempo e convergem absolutamente em direção àquele que
as recebe. Como uma resposta ao que vêem, de um lado há joelhos dobrados, coroas sendo lançadas, de outro, uma multidão de vozes que o louvam dia e noite e uma multidão de olhos que o assistem continuamente, sem interrupções. Ele é digno de ser observado, assim como é digno de que todos
que o observam, concordem com sua dignidade, oferecendo a ele tudo que ele merece. Cada um em sua respectiva posição é como se dissessem, por meio de seus atos: nós estamos vendo e nós concordamos, nós nos rendemos voluntariamente.

Essa é a didática de ver e caminhar com alguém que é digno: rendição voluntária. Enquanto vivemos nossas vidas, a revelação da dignidade de Deus nos ensina e nos apresenta a nossa própria indignidade e humilhação. Deus não é mais digno do que eu, ele é o único digno, eu não o sou.

Ao recebermos a revelação da suficiência e supremacia de Deus, nosso coração se expande e da mesma forma, nossa vida externa também precisa expandir. A maneira como conduzimos nossas vidas pode concordar, ou seja, render voluntariamente, à presença ou não. Se o conhecimento que carrego
sobre Deus é coerente a quem ele é, então isso significa que meus pensamentos concordam com ele. No entanto, se penso coerentemente sobre Deus, mas não vivo com base no que penso, embora concorde em pensamento, minha vida não está em concordância com sua dignidade.

Abraão ao encontrar Melquisedeque, em um reconhecimento visível de sua superioridade, entrega a ele o dízimo. O mesmo Abraão entrega o próprio filho em obediência a Deus e sua atitude de rendição é uma demonstração clara de como ele está disposto a viver em concordância com a dignidade do
Senhor a quem serve.

A caminhada de Jesus, em sua vida de humilde submissão e obediência ao Pai foi de rendição voluntária, dando a própria vida. Por meio do mesmo reconhecimento, mártires também viveram dispostos a perdê-la.

As nossas atitudes físicas, assim como a maneira como conduzimos as nossas vidas pode concordar no sentido de estar em concordância ou não com a dignidade de Deus. Se eu me rendo, significa que concordo, se retenho, discordo.

Quando enfim vemos o quanto o Senhor é digno, somos movidos a seguir uma vida de concordância. Meus pensamentos renderão glória a ele, semelhantemente minhas forças físicas, minhas intenções e até mesmo qual tesouro pretendo investir enquanto viver. Aquele que encontra a pérola preciosa, não hesitará em vender tudo para obtê-la, pois ela é digna.

Certamente será necessário que esse Deus digno nos estique por meio do seu Espírito, afinal, dia e noite de rendição não se trata apenas de freqüência, mas extensão. Davi honrou a dignidade de Deus atando um gigante, ao longo dos anos foi esticado a concordar com a mesma dignidade, reinando sobre o povo e ainda mais levando um descendente daquele que desejava matá-lo a morar em sua casa e assentar em sua mesa. João respondeu a dignidade de Deus quando obedeceu ao convite de Jesus “sigame”, o mesmo João foi esticado a corresponder a mesma dignidade, permanecendo fiel até o fim. Homens e mulheres de Deus fiéis, mantém sua rendição de um dia a outro, de uma semana a outra, de um ano ao outro, do momento chamado dia ao momento chamado noite.

Deus é digno e permanecerá sendo independente de nossas respostas. No entanto, o desejo do coração de Jesus é que vivamos uma vida que reconheça sua dignidade, mas que é também esticada a enfatizá-la por meio de todos os nossos atos oferecendo a ele tudo que lhe é devido, nos rendendo voluntariamente até que ele volte.

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